terça-feira, 7 de agosto de 2012
Das amizades que se perdem
Lembro-me tão bem daquele último passeio pela cidade, no mês de Setembro, na véspera de seguirmos para o aeroporto e começarmos uma nova vida numa outra cidade. O sabor agridoce daquele passeio, as poucas palavras trocadas e o constante nó na garganta que ditava o fim de um ciclo. As promessas repetidas, as pulseiras trocadas...
O fatídico momento chegou e lá fomos, cada uma para uma cidade diferente deste país, lutar pelo seu sonho profissional e apesar de tudo o que a vida universitária acarreta, a amizade venceu durante anos.
Encontros ora nesta cidade, ora na outra, ora na nossa terra natal durante as férias, lá íamos contando as novidades, de como éramos felizes nas nossas novas vidas, mostrando de uma forma ou de outra que já não fazíamos parte da vida uma das outras como dantes, e já nem éramos as mesmas pessoas.
Com o tempo os encontros começaram a ser mais e mais escassos e hoje é com muita pena que constato que pouco ou nada restou. Nunca deixei que ninguém ocupasse o lugar delas na minha vida, na esperança de que ninguém ocupasse o meu, mas no meu lugar já lá está alguém novo e o lugar delas está agora simplesmente vazio. E é esse vazio que magoa. É esse vazio que eu gostava que alguém ocupasse, mas no qual ninguém parece estar interessado.
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